Arquivo de Março de 2007

Discussões em torno do problema da água

SEGURANÇA ALIMENTAR E O PROBLEMA DA ÁGUA
Rui Ricardo da Luz

No ano em que estaremos realizando a III Conferência Nacional de Segurança Alimentar não podemos deixar de aprofundar as discussões em torno do problema da água, uma questão intrinsecamente ligada a garantia da segurança alimentar.

Os especialistas acham que, em meados deste século, 7 bilhões de pessoas de 60 países sofrerão escassez desse líquido, no pior dos casos. No melhor deles, serão por volta de 2 bilhões de habitantes em 48 países.

Um dos fatores que reduz os recursos de água doce, seguramente, é a degradação ambiental. Dois milhões de toneladas de resíduos são jogados diariamente nas fontes receptoras, incluindo componentes industriais, químicos, dejetos humanos e resíduos agrícolas (fertilizantes e herbicidas).

Calcula-se que a produção global de águas residuais é aproximadamente de 1.500 quilômetros cúbicos. Se um litro desse líquido residual pode poluir 8 litros de água doce, a carga mundial de poluição pode Leia o restante deste artigo »

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Água, um bem não-renovável

No dia internacional da água, que é um bem não-renovável, os Direitos Universais da mesma e os 10 mandamentos da H2C. Ambos constam no site da empresa www.h2c.com.br. Mais dicas sobre economia de água e afins no site da Universidade da Água: www.uniagua.org.br que vale uma visita. Faça sua parte economizando e ajude a divulgar.

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA

1. A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

2. A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida e de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceder como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado no Art. 30 de Declaração Universal dos Direitos Humanos.

3. Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo a água deve ser manipulada com racionalidade, preocupação e parcimônia.

4. O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e dos seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente, para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos por onde os ciclos começam.

5. A água não é somente uma herança dos nossos predecessores, ela é sobretudo um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do Homem para as gerações presentes e futuras.

6. A água não é uma doação gratuita da natureza, ela tem um valor econômico: é preciso saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

7. A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e diascernimento, para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração de qualidade das reservas atualmente disponíveis.

8. A utilização da água implica o respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo o homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo Homem nem pelo Estado.

9. A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

10. O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Os 10 mandamentos da H2C

1. Quando estiver lavando pratos com a mão, não deixe a água escorrer enquanto enxaguando. Encha uma vasilha com água de lavar e outra com água de enxaguar.

2. Coloque a funcionar sua máquina de lavar louças ou roupas quando cheias. Você pode economizar 3.600 litros de água por mês.

3. Use uma vassoura no lugar de uma mangueira para limpar suas calçadas e economize água, tempo e dinheiro.

4. Se o seu chuveiro enche um vasilhame de 5 litros em menos de 15 segundos troque o seu chuveiro por um mais eficiente.

5. Reduza o seu tempo de banho em 1 ou 2 minutos e você economizará até 540 litros de água por mês.

6. Ao usar a lavadora de roupa, verifique o nível da água para a carga da máquina.

7. Feche a torneira enquanto escova os dentes e economize até 1.000 litros de água por mês.

8. Feche a água enquanto você ensaboa seus cabelos e economize até 500 litros de água por mês.

9. Feche a torneira enquanto faz a barba e economize até 1.000 litros de água em um mês.

10. Lave seu carro sobre o gramado e você molhará a grama ao mesmo tempo.

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Ervas culinárias e aromáticas

ervas

  • Manjericão
    É uma das mais importantes ervas culinárias, pois combina com quase tudo, principalmente com tomate. Pode ser usado em pratos com cogumelos, peixes, frango, ensopados e sopas. É indispensável para o preparo do tradicional “molho pesto” e “molho vermelho”.

  • Tomilho
    É um condimento de aroma intenso, cujas folhas podem ser utilizadas tanto secas, frescas ou em pó. Excelente tempero para o preparo de caldos, molhos de tomate, sopas e guisados.

  • Alecrim
    Erva aromática usada em sopas, molhos, caças e carnes grelhadas.

  • Sálvia
    É utilizada como tempero de pratos à base de carnes de porco, boi, carneiro, cabrito e aves. Também é usada em pratos com queijos de sabor forte, além de aromatizar pães. Pode ser encontrada tanto fresca quanto seca.

  • Salsa
    Erva tradicional da cozinha internacional. É um excelente tempero e muito versátil para decoração de pratos. Largamente utilizada para preparar massas, sopas, saladas verdes, arroz, molhos (vinagrete), omeletes e carnes. Coloque a salsa pouco antes de terminar o cozimento pois ela cozida tem sabor amargo.

  • Estragão
    Pode ser encontrado fresco ou seco. É um condimento muito utilizado para aromatizar vinagres, picles, mostardas e molhos.

  • FONTE: www.panex.com.br/magazine/dicas-gastronomicas/ervas.asp

    Mais detalhes, de um site português:

    ervas aromaticas

    As ervas aromáticas transformam positivamente os alimentos, e algumas combinações parecem ter nascido para ser mesmo utilizadas: manjericão com tomate, estragão com frango, o tomilho e o alecrim com borrego, e os orégãos com queijo e ovos. Todavia, as combinações não deverão ser obrigatórias; o que é excitante na cozinha é o facto de haver sempre um grande âmbito para novas experiências e para a possibilidade de novas e bem sucedidas misturas de sabores.

    As ervas aromáticas deverão ser utilizadas frescas, sempre que possível, sendo os orégãos a única excepção, visto que, por qualquer motivo, têm um aroma ainda melhor depois de secos. A maior parte das ervas pode ser facilmente cultivada. O tomilho pode ser tão bom fresco como seco, desde que tenha sido seco há pouco tempo. Sendo actualmente tão fácil obter ervas frescas durante todo o ano, é curioso lembrarmo-nos de que, Leia o restante deste artigo »

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    O anti-feminismo na história

    por Augusto Buonicore*

    “A mulher é nossa propriedade e nós não somos propriedade dela (…) Ela é, pois, propriedade, tal qual a árvore frutífera é propriedade do jardineiro”.    Napoleão Bonaparte

    Mulher sendo torturada durante a inquisição
    Foi entre os povos gregos, particularmente entre os atenienses, que a opressão da mulher adquiriu sua forma mais acabada. Nestas sociedades, mesmo a situação das mulheres das classes dominantes pouco se diferenciavam das dos seus escravos domésticos, pois ambos eram desprovidos de qualquer tipo de direito. Os próprios filósofos gregos tinham clareza desta situação. Platão afirmou: “Se a natureza não tivesse criado as mulheres e os escravos, teria dado ao tear a propriedade de fiar sozinho”.

    Os espaços sociais dos homens e mulheres eram bem delimitados. Sócrates assim os definiu: “Aos homens a política, às mulheres a casa”, sendo a política a função mais nobre de uma sociedade civilizada como a grega. Xenofonte recomendava que a mulher “vivesse sob uma Leia o restante deste artigo »

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    Lévi-Strauss: paixão pelo Brasil

    Crédito: Eric Brochu/divulgação CosacNaity

    Claude Lévi-Strauss nasceu em Bruxelas, em 28 de novembro de 1908. Estudou Filosofia e Direito em Paris, mas ganhou reconhecimento mundial com seus estudos etnológicos. É considerado o criador da Antropologia Estrutural e um dos maiores pensadores do século 20. Lévi-Strauss veio ao Brasil pela primeira vez em 1935,
    integrando a missão francesa que participou da criação da Universidade de São Paulo. Tinha 26 anos quando ocupou a cadeira de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras da USP. Entre 1935 e 1939, viajou pelo país e desenvolveu pesquisas etnológicas com índios kadiwéus e nambikwara. A experiência brasileira foi descrita, anos mais tarde, em 1955, no livro Tristes trópicos, publicado no Brasil pela Companhia das Letras. Com a ocupação da França por tropas alemãs durante a Segunda Guerra, o etnólogo instalou-se nos Estados Unidos e deu aulas na New School for Social Research, em Nova York. Ao retornar à França, Lévi-Strauss assumiu a cadeira de Antropologia no Collège de France, em Paris. Entre suas obras: As estruturas elementares do parentesco, O pensamento selvagem, Antropologia estrutural e As mitológicas, obra dedicada ao estudo dos mitos de povos indígenas americanos, publicada no Brasil pela CosacNaify. Desde 1973, Lévi-Strauss é membro da Academia Francesa de Letras.

    Leia, a seguir, a entrevista exclusiva concedida por Lévi-Strauss ao antropólogo brasileiro Marcelo Fiorini, em novembro de 2005, um dia depois de seu aniversário, em seu escritório no Collège de France. A entrevista fará parte de um livro que o pesquisador brasileiro publicará este ano pela Survival International dentro de uma coleção reservada a temas relacionados a povos índigenas do mundo. O objetivo central é chamar a atenção do público brasileiro e do mundo para a situação dos povos indígenas do Brasil e, em particular, dos nambikwara, grupo do qual Lévi-Strauss ainda guarda as melhores lembranças de sua carreira como etnólogo.

    Os nambikwara têm hoje várias de suas aldeias ameaçadas: no rio Sararé, por uma indústria de mineração que tenta impedir a demarcação de uma área pleiteada pelo grupo; no Vale do Guaporé, pela destruição contínua das florestas e pela indústria madeireira e, na aldeia Wakalitesu, onde Lévi-Strauss morou, pela penetração do plantio da soja nas áreas indígenas do Cerrado.

    Marcelo Fiorini - Que recordações o senhor guarda do Brasil?
    Claude Lévi-Strauss - Eu guardo as melhores lembranças de minha estada em São Paulo e entre os índios. A cidade de São Paulo, onde eu vivi, porém, e mesmo a que revi em 1985, quando retornei ao Brasil pela única vez, para acompanhar o presidente francês que fazia uma Leia o restante deste artigo »

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    Zé Celso: Filho de Baco

    Aos 70 anos, Zé Celso desafia os valores e a moral com seu alegórico teatro dionisíaco.       Por Marília Melhado

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    Muito benquisto, principalmente pelos taxistas da região do Bixiga, em São Paulo, Zé Celso é mais do que uma figura emblemática. “Ele tem o Q.I. acima da média, é um gênio”, afirma um motorista, “o cara é amigo do Suplicy e do Caetano Veloso, consegue falar com o presidente a hora que ele quiser”, garante.

    Mais de quatro décadas de espetáculos e polêmicas marcam a história de um dos mais famosos grupos teatrais do Brasil. Capitaneado pelo diretor Zé Celso Martinez Côrrea, o Teatro Oficina deixa marcas por onde passa. “Os Sertões”, clássico de Euclides da Cunha, é a atual menina dos olhos do diretor. Apresentações do espetáculo acontecem desde 2001, passando até mesmo por palcos estrangeiros como o do Volksbühne, em Berlim.

    A adaptação do livro foi dividida em 5 partes: A Terra, O homem parte I, O Homem parte II, A Luta parte I e A Luta parte II. Somadas, o espetáculo resulta em mais de 26 horas. De quarta à domingo são ensaios e espetáculos das 17h às 00h. Eventualmente, o ensaio do Oficina pode Leia o restante deste artigo »

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