As abelhas estão indo embora…
"Olhem as abelhas, se elas sumirem a humanidade tem um máximo de quatro anos de sobrevida, pois não haverá plantas e nem animais, a polinização é a grande responsável pela produção de alimentos"
Por Richard Jakubaszko
A notícia estava em página interna da Gazeta Mercantil de sexta-feira (30/3), em míseras duas colunas, com 7 cm de altura, e anunciava que “enxames de abelhas sumiram sem deixar rastro”, em Illinois, EUA. Embora especializado em agronegócio, sou quase neófito em abelhas. Porém, a especialização em agricultura fez com que a displicente e “insignificante” notícia estampada num jornal de negócios me deixasse senão horrorizado, pelo menos de cabelos em pé – isto é, quase a mesma coisa.
A ciência tem como fato que sem abelhas não há agricultura e, portanto, sem elas não há alimentos. Esse laborioso inseto, ao qual os urbanos ficam histéricos só pelo fato do mesmo sobrevoar por perto, poderia ser chamado de “operário de Deus”, pois é incansável na polinização das plantas – e sem a qual estas não produziriam alimentos e tampouco se reproduziriam. Existem outros insetos e até mesmo pássaros polinizadores, mas a abelha é, de longe, o mais difundido e mais importante.
Nenhum outro grande jornal deu a notícia, afora o Estado de S.Paulo e a Gazeta do Povo, do Paraná. Estes se limitaram a registrar os despachos das Agências EFE e Bloomberg News, onde constavam o estupor e a incredulidade de especialistas e apicultores, que informavam não ter explicações Leia o restante deste artigo »
