Arquivo de HISTÓRIA

Língua Tupi - sua história

Uma breve história da língua tupi, a língua do tempo que o brasil era canibal

Tupi or not Tupi: that is the question
Oswald de Andrade

Por Ozias Alves Jr - Jornalista/SC
E-mail: ozias@matrix.com.br

No primeiro semestre de 1995, assisti na televisão uma reportagem interessante do programa Fantástico, da Rede Globo, sobre a implantação futura da língua Tupi-Guarani como matéria optativa nas escolas públicas do Rio de Janeiro. Hoje, passados cinco anos, o projeto não saiu do papel por falta de professores, mas achei a idéia instigante. Muitos acham a medida um absurdo, outros consideram-na fabulosa tal como seria a reação do personagem Policarpo Quaresma, do romance de Lima Barreto intitulado “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, publicado na segunda metade do século passado. Para quem não conhece essa obra, Quaresma era um cidadão extremamente nacionalista que defendeu obcecadamente a idéia da adoção do Tupi-guarani como língua oficial do Brasil, salientando que o português deveria ser abolido por tratar-se do idioma dos colonizadores.

Essa idéia teve inúmeros adeptos que foram responsáveis pela publicação de vários dicionários hoje existentes do Tupi-guarani, principalmente os que ensinam o significado dos nomes de origem indígena de inúmeras cidades e localidades do Brasil, além de expressões e outras palavras originárias do idioma nativo de uso freqüente no português brasileiro. Um dos grandes intelectuais brasileiros que literalmente ” desenterrou” o então falecido Leia o restante deste artigo »

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O anti-feminismo na história

por Augusto Buonicore*

“A mulher é nossa propriedade e nós não somos propriedade dela (…) Ela é, pois, propriedade, tal qual a árvore frutífera é propriedade do jardineiro”.    Napoleão Bonaparte

Mulher sendo torturada durante a inquisição
Foi entre os povos gregos, particularmente entre os atenienses, que a opressão da mulher adquiriu sua forma mais acabada. Nestas sociedades, mesmo a situação das mulheres das classes dominantes pouco se diferenciavam das dos seus escravos domésticos, pois ambos eram desprovidos de qualquer tipo de direito. Os próprios filósofos gregos tinham clareza desta situação. Platão afirmou: “Se a natureza não tivesse criado as mulheres e os escravos, teria dado ao tear a propriedade de fiar sozinho”.

Os espaços sociais dos homens e mulheres eram bem delimitados. Sócrates assim os definiu: “Aos homens a política, às mulheres a casa”, sendo a política a função mais nobre de uma sociedade civilizada como a grega. Xenofonte recomendava que a mulher “vivesse sob uma Leia o restante deste artigo »

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